Ricardo Guadalupe

Data:
Categoria: TÉCNICA ARTESANAL
CEO da Hublot
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Ricardo Guadalupe, 47 anos, foi nomeado CEO da Hublot em 1o de janeiro de 2012. Esta nomeação o tornou sucessor designado de Jean-Claude Biver, agora Presidente do Conselho da Hublot. Ela marca também uma carreira de sucesso na indústria relojoeira suíça e 20 anos de leal colaboração com Jean-Claude Biver, com excepcionais resultados atribuídos a este duo, tais como o renascimento do Blancpain e o florescente desenvolvimento da Hublot, duas marcas que rivalizam com os maiores nomes da relojoaria.

De ascendência espanhola, Ricardo Guadalupe nasceu em Neuchâtel, na Suíça, em 05 de março de 1965, onde cresceu e passou toda sua vida escolar nesta região conhecida como o berço da relojoaria de luxo suíça. Após se formar, e já conduzido por um espírito empreendedor, ele se matriculou em uma Swiss Business School antes de partir para a Califórnia, nos Estados Unidos, para fazer um curso na Universidade de Los Angeles (UCLA). Em 1988, ele tinha 22 anos. Levando na bagagem um diploma e uma experiência de sucesso na América, ele decidiu voltar para a Suíça para iniciar sua carreira profissional. A relojoaria foi sua profissão de escolha, uma paixão que havia crescido ano após ano desde seus primeiros dias em Neuchâtel.

Ele começou como gerente de produtos da Bulgari. A empresa já era reconhecida, mas em termos de suas atividades de relojoaria, ainda era uma pequena empresa em Genebra. Foi uma oportunidade dos sonhos aprender, abordar todos os aspectos do negócio: criação, design, produção, aquisição, desenvolvimento da rede de distribuição, marketing… Somados, esses sete anos proporcionaram a ele uma compreensão do produto, o lado tradicional da profissão, enquanto desenvolvia um senso estético de design e criação, essencial para o "toque italiano". Isso permitiu que Ricardo Guadalupe desempenhasse um papel no desenvolvimento de futuras atividades do grupo e sua transferência estratégica de Genebra para Neuchâtel.

Em 1994, após uma reunião com Jean-Claude Biver, que seria decisiva para seu futuro, este o incentivou a se juntar à Blancpain. A marca havia sido comprada dois anos antes pelo Swatch Group. Tudo precisava ser reformulado, voltar a funcionar adequadamente. A aventura prometia ser muito empolgante, e ofereceu a Ricardo Guadalupe uma nova oportunidade de estimular seu talento empreendedor. A experiência provou ser compensadora, sobretudo em termos de conhecimento técnico dos movimentos, sua criação, seu desenvolvimento e sua produção. Este é um elemento fundamental da profissão. Ela também marcou o início de 20 anos de colaboração e amizade leal com Jean-Claude Biver. Nomeado Diretor Internacional de Vendas e Marketing da Blancpain em 1997, ele deixou a empresa em 2001 após 8 anos, com mais de 100 milhões de euros em volume de negócios a seu crédito.

Em 2001, com uma vasta bagagem de experiências diferentes, mas complementares, e agora capaz de implementar sistemas de trabalho e princípios operacionais de alto desempenho, tornou-se um consultor independente de relojoaria e recebeu uma proposta de desenvolver os relógios Léonard. Ele enfrentou um novo desafio: a produção e o posicionamento de relógios de franquia. Em um novo mundo: o mundo da moda. Ele conduziu com êxito o lançamento e a comercialização de vários modelos em um setor altamente competitivo.

Três anos depois, em 2004, Jean-Claude Biver decidiu assumir a gestão da Hublot. Ele convidou Ricardo Guadalupe a acompanhá-lo nesse novo desafio. A tarefa estipulada era ambiciosa: em resumo, revitalizar a marca e reestruturá-la para passar a produzir 90% de relógios mecânicos, em vez de 90% de relógios a quartzo. Ele não hesitou um segundo. Na época, a marca criada em 1980 contava com um volume de negócios de apenas 25 milhões de francos suíços e um pequeno efetivo de cerca de trinta funcionários. O que aconteceu depois todos sabem: Jean-Claude Biver e ele uniram suas experiências e seus talentos para garantir o êxito da Hublot.

No período de apenas um ano, em abril de 2005, na verdade, eles conseguiram a incrível façanha de lançar um cronógrafo revolucionário: o Big Bang, perfeitamente alinhado ao conceito de “arte da fusão” da marca. Apresentado ao mundo na BaselWorld 2005 e premiado “Melhor Design do Ano” no evento Grand Prix d’Horlogerie em Genebra, naquele mesmo ano, o relógio foi um sucesso imediato. Os prêmios não pararam mais de chegar. A Hublot foi contagiada por um dinamismo extraordinário, garantindo um crescimento excepcional. Jean-Claude Biver e Ricardo Guadalupe foram realmente as forças por trás do renascimento da marca. De fato, algumas pessoas diriam "nascimento", considerando suas conquistas: em primeiro lugar, o crescimento econômico da empresa, com o volume de negócios aumentando em quatro anos, de 25 milhões para mais de 200 milhões de francos suíços em 2008, quando a marca foi vendida para a LVMH. Houve um crescimento físico também, com a inauguração em novembro de 2009, com a presença de Bernard Arnault, de uma nova manufatura de alta tecnologia, às margens do Lago de Genebra, em Nyon. São 6.000 m2 dedicados à arte relojoeira, ao desenvolvimento, à criação e à produção de movimentos como o UNICO, um cronógrafo de roda de colunas, e as principais complicações de um relógio, como turbilhões, repetidores de minutos, o movimento Antikythera, o movimento Key of Time, o LaFerrari (recorde mundial com 50 dias de reserva de marcha), entre outros. Visando manter a Hublot na vanguarda das pesquisas sobre os mais recentes materiais de alta tecnologia e para preservar sua experiência de ponta, a empresa instalou uma fundição para produzir o Magic Gold, uma liga de ouro 18 quilates resistente a riscos lançada no final de 2011. Nesse mesmo ano, a Hublot comprou a empresa suíça Profusion, especializada na fabricação de componentes de fibra de carbono. Em 2013, a Hublot também apresentou a World Premiere de um relógio feito com cerâmica vermelha brilhante.

Em termos de marketing, a constância e a consistência de Jean-Claude Biver e Ricardo Guadalupe são tão notáveis quanto a necessidade de continuar transformando as ideias que surgem em suas cabeças, como mostra a estratégia: "Vá aonde possíveis clientes possam ser encontrados". Essa abordagem fez com que ele fosse o primeiro a integrar uma marca de luxo ao mundo do futebol. Em 2008, a Hublot se tornou "Cronometrista Oficial" do Campeonato Europeu. Em 2010, a marca se tornou "Relógio Oficial" e "Cronometrista Oficial" pela primeira vez na história da FIFA e da World Cup™ (próxima Copa do Mundo em 2014 no Brasil), logo após ser escolhida "Relógio Oficial" e "Cronometrista Oficial" da Ferrari. Esses dois golpes de mestre oferecem à Hublot visibilidade excepcional em uma escala global.

A Hublot também criou um clube exclusivo de amigos e embaixadores que vão além do esporte, todas as lendas vivas em suas áreas, com os quais a marca trabalha lado a lado em vários projetos de caridade: O homem mais rápido do planeta Usain Bolt, Bayern de Munique, Juventus de Turim, Ajax Amsterdam e Paris Saint-Germain, para citar apenas alguns exemplos na área do futebol, a família de Ayrton Senna com o Instituto Ayrton Senna, o prestigiado Museu Oceanográfico de Mônaco presidido pelo Príncipe Alberto II de Mônaco, Dwyane Wade e o campeão da NBA Miami Heat, Kobe Bryant com o Los Angeles Lakers da NBA, Maria Riesch e Dario Cologna no esqui, Depeche Mode e Jay-Z no meio musical. A marca também apoia o polo e o golfe por meio de competições "Porque conexão tem tudo a ver com compartilhar. Quem não compartilha, perde. A Hublot teve sorte e tem o dever de compartilhar um pouco de seu sucesso."

Com Jean-Claude Biver e Ricardo Guadalupe ainda no comando, a Hublot também é a primeira marca de luxo a lançar um serviço de televisão on-line (Hublot TV) e a explorar continuamente novas vitrines interativas revolucionárias. Comercialmente, a rede de boutiques exclusivas e revendedores autorizados disparou desde 2007–2008 e agora possui 750 pontos de venda e mais de 70 boutiques exclusivas em alguns dos endereços mais prestigiados do mundo (Genebra, Place Vendôme em Paris, Madison Avenue, em Nova York, Miami, Beverly Hills, Las Vegas, Cannes, Saint Tropez, Londres, Berlim, Munique, Moscou, Varsóvia, Praga, Singapura, Xangai, Pequim, Hong Kong, Dubai, Abu Dhabi, Kuala Lumpur, entre outros).

Com os pés no presente e sempre em evolução, na vanguarda de novos avanços em tecnologia e pesquisa fundamental de novos materiais, a Hublot continua comprometida com a experiência tradicional, criando relógios que ostentam a marca dos mestres relojoeiros mais talentosos. Desta forma, a marca representa a Arte da Fusão entre a cultura relojoeira e a evolução técnica de vanguarda, entre o passado e o futuro… como, nas palavras do presidente da Hublot Jean-Claude Biver e do CEO da Hublot Ricardo Guadalupe, "não estamos rompendo com o passado, pelo contrário, estamos prestando uma homenagem a ele, conectando-o ao futuro".

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